Fonte: antonina.pr.gov.br
É 6 ou é 12 ?
12 de Setembro: Data da Fundação de Antonina? A discussão continua...
Na última
Conferência Municipal de Cultura de Antonina, realizada no Theatro Municipal em
2009, esse assunto estava na pauta de debates, e depois de muita discussão e
pesquisa, realizadas por um grupo de estudiosos e apaixonados pela história de
Antonina, pôde-se no máximo concordar com um ponto: por força da tradição e
cultura popular, 6 de novembro é a data de comemoração do aniversário de
Antonina. Entretanto, essa comemoração não deve ser confundida com a data de 12
de setembro, marco histórico documentado,( e considerado como fundação) como podemos conferir nos dados
abaixo.
Bem! Boa
leitura a todos.
Histórico
Os primeiros vestígios de ocupação humana na região
de Antonina foram encontrados nos diversos sambaquis existentes no município.
Supõe-se que tribos nômades deslocavam-se do planalto para o litoral nos meses
mais frios do ano para viverem da pesca e coleta de mariscos. Existem
evidências de dois grupamentos humanos distintos que frequentavam esta região:
os primeiros, denominados sambaquis
e posteriormente os índios Carijós, raça mais evoluída que acabou por
expulsá-los para se estabelecer no local.
Sob a luz da colonização portuguesa, entre 1648 e 1654, Antonio Leão, Pedro de Uzeda e Manoel Duarte receberam de Gabriel de Lara, que era Capitão Povoador e Sesmeiro de Nova Vila (Paranaguá), três sesmarias no litoral antoninense, sendo seus primeiros povoadores.
A penetração da costa resultou em 1712 no estabelecimento de Sargento-Mor Manoel Valle Porto em ilha situada no fundo da baía, a qual recebeu o nome de ilha da Graciosa, hoje com o nome de Ilha do Corisco.
No começo do século XVIII, salientava-se na região do sítio da Graciosa, onde Valle Porto passava longas temporadas, dirigido os serviços de mineração e agricultura de seus escravos e administradores. Nos arredores, algumas mulheres devotas consagravam culto a Nossa Senhora do Pilar Celebrando todos os anos, a 15 de agosto, festividades em homenagem à santa. Tais festividades eram assistidas por Valle Porto, mineiros, faiscadores e lavradores da redondeza.
Em 1714, Dom Frei Francisco de São Jerônimo, bispo do Rio de Janeiro, autorizou a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado. Assim, o dia de 12 de setembro de 1714 ficou considerado como a data de fundação da Antonina.
A região ficou reconhecida como Capela, daí seus habitantes serem chamados de capelistas.
No início do século, fase de ouro do ciclo da erva-mate, o porto de Antonina chegou a ser o 4º mais importante do país em volume de movimentação de cargas. Foi nessa época que a cidade cresceu rapidamente e pela primeira vez ganhou belos prédios, um teatro e um lugar de destaque no cenário político do estado. A queda na produção do mate e a Segunda Guerra Mundial acabaram por deslocar o centro portuário do estado para Paranaguá e a cidade que vivia do porto e para o porto começou a declinar aos poucos.
O topônimo Antonina é homenagem prestada ao Príncipe da Beira, D. Antônio, segundo filho de D. João e de D. Carlota Joaquina.
Sob a luz da colonização portuguesa, entre 1648 e 1654, Antonio Leão, Pedro de Uzeda e Manoel Duarte receberam de Gabriel de Lara, que era Capitão Povoador e Sesmeiro de Nova Vila (Paranaguá), três sesmarias no litoral antoninense, sendo seus primeiros povoadores.
A penetração da costa resultou em 1712 no estabelecimento de Sargento-Mor Manoel Valle Porto em ilha situada no fundo da baía, a qual recebeu o nome de ilha da Graciosa, hoje com o nome de Ilha do Corisco.
No começo do século XVIII, salientava-se na região do sítio da Graciosa, onde Valle Porto passava longas temporadas, dirigido os serviços de mineração e agricultura de seus escravos e administradores. Nos arredores, algumas mulheres devotas consagravam culto a Nossa Senhora do Pilar Celebrando todos os anos, a 15 de agosto, festividades em homenagem à santa. Tais festividades eram assistidas por Valle Porto, mineiros, faiscadores e lavradores da redondeza.
Em 1714, Dom Frei Francisco de São Jerônimo, bispo do Rio de Janeiro, autorizou a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado. Assim, o dia de 12 de setembro de 1714 ficou considerado como a data de fundação da Antonina.
A região ficou reconhecida como Capela, daí seus habitantes serem chamados de capelistas.
No início do século, fase de ouro do ciclo da erva-mate, o porto de Antonina chegou a ser o 4º mais importante do país em volume de movimentação de cargas. Foi nessa época que a cidade cresceu rapidamente e pela primeira vez ganhou belos prédios, um teatro e um lugar de destaque no cenário político do estado. A queda na produção do mate e a Segunda Guerra Mundial acabaram por deslocar o centro portuário do estado para Paranaguá e a cidade que vivia do porto e para o porto começou a declinar aos poucos.
O topônimo Antonina é homenagem prestada ao Príncipe da Beira, D. Antônio, segundo filho de D. João e de D. Carlota Joaquina.
Formação Administrativa
Elevada
à freguesia, com a denominação de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa em
27-02-1761.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Antonina, em 29-08-1797, desmembrada da antiga vila de Paranaguá. Sede na antiga povoação de Pilar. Instalada em 06-11-1797.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Antonina, pela Lei Provincial n.º 14, de 21-01-1857.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Antonina e Cacatu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual n.º 4.983, de 11-12-1964, é criado o distrito de Cachoeira de Cima e anexado ao município de Antonina.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 3 distritos: Antonina, Cacatu e Cachoeira de Cima.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Antonina, em 29-08-1797, desmembrada da antiga vila de Paranaguá. Sede na antiga povoação de Pilar. Instalada em 06-11-1797.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Antonina, pela Lei Provincial n.º 14, de 21-01-1857.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Antonina e Cacatu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual n.º 4.983, de 11-12-1964, é criado o distrito de Cachoeira de Cima e anexado ao município de Antonina.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 3 distritos: Antonina, Cacatu e Cachoeira de Cima.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Fonte
Antonina (PR). Prefeitura. 2013. Disponível em:
http://www.antonina.pr.gov.br. Acesso em: out. 2013.
